A luta dos ativistas pelos direitos dos animais pode estar perto de uma nova vitória. Segundo Tonio Borg, Comissário Europeu da Saúde e Defesa do Consumidor, que deu a conhecer a informação, a importação e venda de cosméticos testados em animais vai mesmo ser proibida na União Europeia (UE), a partir de 11 de março deste ano.

“Acredito que a proibição deverá entrar em vigor em março de 2013, pois o Parlamento e o Conselho já decidiram”, lê-se na carta que Borg endereçou aos ativistas, divulgada pela Newswire. O comissário acrescenta ainda que a proibição não deve ser “adiada ou revogada”, já que esta decisão já vinha a ser planeada e consequentemente adiada desde 2009.

A luta

Em 1991, a organização BUAV (fundadora da Cruelty Free International) criou a Coligação Europeia para a Abolição das Experiências com Animais em toda a Europa (ECEAE), com o objetivo de acabar com os testes de cosméticos em animais. Em 1993, a The Body Shop foi a primeira empresa de produtos de beleza a solidarizar-se com a campanha e a abolir as experiências animais. Em 1996 foi apresentada uma petição à Comissão Europeia, com quatro milhões de assinaturas, e que continua a receber subscrições. Em 2012, a BUAV deu vida à Cruelty Free International, a primeira organização mundial dedicada exclusivamente a banir os testes de cosméticos em animais no mundo.

Esta medida vai impedir a venda de todos os produtos e ingredientes cosméticos na União Europeia, dos sabonetes às pastas de dentes, que tenham sido testados em animais – seja qual for a parte do mundo em que tal tenha acontecido.

Várias organizações já estão em contagem decrescente

A novidade está a deixar várias entidades satisfeitas, principalmente a cadeia The Body Shop e a organização Cruelty Free International que há mais de 20 anos levam a cabo uma campanha pelo fim dos testes em animais.

Paul McGreevy, diretor de valores internacionais da The Body Shop, realçou a “grande conquista” que considera como o esperado “encerramento de um capítulo”, já que, afirma, “o futuro da beleza deve ser sem crueldade”. Michelle Thew, diretora executiva da Cruelty Free International, garante que esta decisão é só o começo e diz continuar a lutar “para garantir que o resto do mundo seguirá o mesmo caminho”, disse .

Os defensores dos animais já estão em contagem decrescente para a data marcada e já têm algumas iniciativas comemorativas programadas. Mais mais importante ainda, esperam conseguir assim “inspirar” outros países a banir os testes em animais, como é o caso da China.