Pink Zone” foi a longa-metragem norte-americana que iniciou o sexto dia da 35.ª edição do Fantasporto, no Grande Auditório do Teatro Rivoli. Ao longo do dia, desfilaram por esse palco filmes e equipas técnicas de toda a parte do mundo. “Norway“, produção grega de Yannis Veslemes, e “Let Us Prey“, do britânico Brian O’Maley retomaram a temática do fantástico, tão badalada nesta edição do festival. O primeiro acrescentou-lhe, porém, uma pitada de comédia e foi visto pelo público como “refrescante” e “jovial”.

O cinema italiano esteve representado na antestreia europeia de “Handy“, de Vincenzo Cosetino, que nos mostrou que não há barreiras para a criatividade. O siciliano apresentou-nos um filme completamente “fora de mão”, arrojado até em termos de produção, visto ter sido gravado em vinte e três países distintos, durante quatro anos.

A onda do cinema “fantástico” foi quebrada com o drama de Shawkat Amin Korki, “Memories on Stone“, que veio introduzir a temática dos conflitos locais no Médio Oriente e a remistura com a produção e realização de um filme dentro do próprio filme.

A noite terminou com duas antestreias mundiais, ambas de origem britânica. A curta-metragem “The Substitute“, de Nathan Hughes-Berry, surpreendeu a metade de auditório que a esta assistiu. Madeleine Sims-Fewer, responsável pelo argumento e também atriz principal, revelou que se sentia “feliz por ter conseguido com que a curta desse o salto para um festival de cinema”. Reincidente na área do “terror feminista”, apresentou-nos vinte e três minutos de uma realidade enigmática, onde o papel da mulher se via constantemente questionado. Merecedora de fortes aplausos, a curta foi tida pelo público como “uma sequência intrigante de cenas cativantes, com um final inesperado”.

De seguida, o Rivoli foi palco da antestreia mundial de “Blood Moon“, de Jeremy Wooding. O realizador referiu que era “um bom presságio estrear este filme numa noite de Lua cheia” e prometeu “uma fusão entre o western e o fantástico”, com uma dose de comédia à mistura. Com um elenco cativante, esta produção provou que se podem fazer convergir estilos naturalmente diferentes. Ainda assim, “os efeitos especiais deixaram muito a desejar e retiraram algum suspense ao filme”.

No Grande Auditório assistiram-se, ainda, às curtas-metragens “Big Horror” (francesa), “Mi Vanidad” (mexicana) e “Habana” (franco-cubana).

O Pequeno Auditório foi, por sua vez, palco do cinema português, logo no início da tarde. Para além de albergar a antestreia mundial d’”A Porta 21“, de João Marco, passou ainda um rol de oito curtas lusas, integradas na categoria “Prémio Cinema Português – Melhor Filme: Curtas 1”. À noite, e de volta ao resto do mundo, as longas produções foram americanas: “The Story of Vernon and Irene Castle” (1939) – em homenagem à icónica dupla Fred Astaire e Ginger Rogers – e “México Bárbaro“. O último título, realizado por oito cineastas distintos, mostra oito perspetivas da ponte entre o passado, o presente e o futuro da realidade mexicana.