Quando confrontada com a ideia da presença de uma prova do Rally de Portugal nas ruas da cidade, a preocupação da autarquia portuense foi a de minimizar o transtorno que a realização deste evento podia provocar.

Rui Moreira, presidente da autarquia, lançou o desafio: um rally que chegue e parta da cidade em pézinhos de lã. E por trabalhar em pézinhos de lã entenda-se as operações de montagem das bancadas, de chicanas, rotundas e toda a logística que envolve uma prova a contar para o circuito mundial.

O Automóvel Clube de Portugal (ACP), encarregue da organização da prova, e a Federação Internacional Automóvel (FIA) uniram esforços para chegarem a uma solução. Uma montagem rápida, na madrugada imediatamente anterior ao dia da prova, 20 de maio, de quinta para sexta-feira, seguida de uma desmontagem ao mesmo ritmo assim que esta acabe. Quem adormecer na quinta-feira sem saber o que se passará no dia seguinte nas ruas do percurso, acordará, certamente, surpreendido.

Esta fórmula, em jeito “pop up”, foi pensada para garantir que quer os portuenses, como todos aqueles que, diariamente, passam nas zonas dos Aliados, São Bento e Sé vejam a sua vida condicionada ao mínimo, sem que, ainda assim, a organização do evento seja posta em causa.

Entidades unidas num esforço de apoio aos cidadãos

A Câmara Municipal do Porto criou, especificamente para este evento, uma linha direta e um endereço de email para o esclarecimento de questões  – 936780108; rally@cm-porto.pt -, e ainda um balcão de informações no Gabinete do Munícipe. Paralelamente, “todas as moradas diretamente afetadas receberão nos próximos dias um infomail com toda a informação, rua a rua bem como quais os acessos a transporte público disponíveis”, como se pode ler no comunicado da autarquia.

No que a transportes públicos respeita, a Metro do Porto informou o JPN que a Estação dos Aliados, na Linha Amarela (D), e por motivos de segurança, estará encerrada durante todo o dia 20 de maio – das 06h00 à 01h00, já do dia 21. A Estação de São Bento, na mesma linha, terá o seu funcionamento condicionado às circunstâncias do dia.

No caso da afluência de público na zona de São Bento – sendo este um dos locais de acesso livre a espectadores -, ser elevada, a estação poderá, temporariamente, ficar encerrada. A monitorização deste tipo de situações estará, ainda de acordo com o que o JPN conseguiu apurar, a cargo da PSP em articulação direta com a Metro do Porto.

Nos STCP os condicionamentos vão ser maiores. Em conversa com a assessoria de comunicação da empresa, o JPN apurou que desde a madrugada do dia 19 de maio, até à madrugada do dia 21 todas as paragens situadas na área da prova vão estar desativadas.

Desta forma, os autocarros provenientes da zona ocidental da cidade têm o seu término na Cordoaria, aqueles que vêm da zona Oriental ficam-se pela Rua Alexandre Braga e os procedentes do norte da cidade acabam o seu percurso na Rua do Bolhão. Aqueles cujo propósito seja o de sair da cidade devem adotar as mesmas paragens de término para fazerem o sentido inverso.

O percurso

A prova arranca na Rua Dr. Magalhães Lemos, paralela ao Teatro Municipal Rivoli, e daí segue para os Aliados. Chegada à Avenida dos Aliados toma o sentido ascendente, até à Estação de Metro da Trindade. Antes de lá chegar, vai ser colocada ao lado da CMP uma pequena rotunda que os pilotos terão de ultrapassar e uma pouco mais à frente uma chicana, junto à Igreja da Trindade.

Uma vez na Trindade o percurso encaminha, de novo, os participantes para os Aliados, contornando a Ordem da Trindade. Em frente ao Café Guarany vai ser instalada uma rampa, obrigando os carros a um salto a partir do qual seguem para a Praça da Liberdade. O Hotel Intercontinental será parede a evitar, levando a uma curva no sentido da Igreja dos Congregados. Aí chegados, os volantes dão nova volta, agora com destino à Praça de Almeida Garrett de onde continuam até à Sé, para finalmente chegarem ao destino já próximos da Batalha.

Espectadores VIP, menos VIP e os outros

Quem queira assistir à prova poderá optar por várias alternativas, desde pagas a bem pagas ou até gratuitas. Há para todos os gostos e carteiras. Existirão duas bancadas VIP, uma de cada lado da CMP, cujo acesso se faz por 75 euros. Mais em conta ficam as bancadas do público geral, por 25 euros, e que estarão colocadas no sentido descendente da Avenida, de frente para o arranque da prova. Já de forma gratuita, as opções são várias, ou, neste caso, todas as que não estiverem vedadas pelas bancadas pagas. Quem optar pelo conforto do lar vai ter transmissão em direto de parte da classificativa, entre as 19h00 e as 20h00, na RTP.

 

Artigo editado por Filipa Silva