29ª Universíada de Verão, que este sábado arranca em Taipé, é historicamente relevante para Portugal. Afinal, passam 50 anos sobre a conquista da primeira medalha lusa – por Fernando Almada, em 1967, bronze no judo – e 30 sobre o primeiro ‘ouro’ nacional na competição. O feito foi assinado por um histórico da natação: Alexandre Yokochi.

Como Yokochi, outras referências do desporto nacional já foram felizes – e Portugal com eles – nas Universíadas. Só para referir aqueles que foram duplamente felizes, já que conseguiram não uma mas duas medalhas de ouro, há que falar de Nelson Évora, Fernando Pimenta e Sara Moreira.

Em 2017, a vez é de outros, em patamares de experiência menos elevados, mas já com resultados relevantes no panorama nacional.

Ao todo, vão estar 64 atletas portugueses em Taipé distribuídos por 11 modalidades, um número recorde no caso português. O atletismo, como é tradicional, é a modalidade individual com mais inscritos – 11 depois da desistência de Marta Pen Freitas, por lesão -, seguido pelo taekwondo com sete elementos e da ginástica artística com seis. Portugal vai estar também representado na esgrima (4), no judo (4), na natação (3), no badminton (2), no ténis (2) e no golfe (1).

Os estudantes portugueses vão ainda entrar em prova em duas modalidades coletivas: no basquetebol feminino e no voleibol masculino. Ambas as formações vão ser comandadas pelos selecionadores nacionais absolutos destas modalidades: Ricardo Vasconcelos, no caso do basquetebol, e Hugo Silva, no voleibol masculino.

É também nestas modalidades que a Universidade do Porto está mais representada, com Afonso Guerreiro, José Gomes e José Neves no voleibol; Isabel Costa e Joana Cortinhas no basquetebol feminino. A estes juntam-se a atleta do Fluvial Vilacondense Ana Catarina Monteiro (natação) e os ginastas Diogo Romero e Filipa Martins.

Esta última, chega ao Oriente com o estatuto de medalhada em Universíadas. A estudante de Ciências do Desporto, que participou também nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, foi bronze na trave há dois anos em Gwangju.

Joana Cunha, já este ano campeã nacional e europeia universitária de taekwondo, e medalhada de prata nas últimas Universíadas vai ser a porta-estandarte lusa na cerimónia de abertura que tem lugar no Estádio de Taipé, este sábado. A comitiva do taekwondo, quase toda com base na Universidade do Minho, inclui ainda o ex-número 1 mundial da modalidade e também ele medalha de prata em Gwangju, Rui Bragança.

No atletismo, destaque para a presença de Cátia Azevedo, Diogo Ferreira, Francisco Belo e Marta Onofre. Os três primeiros representaram Portugal nos Mundiais de Atletismo de Londres, no início deste mês. Cátia Azevedo, recordista nacional dos 400 metros e campeã nacional universitária da distância, Diogo Ferreira, campeão nacional universitário do salto com vara e Francisco Belo, lançador do martelo e do disco (recordista nacional deste último) não lograram chegar às respetivas finais, mas a obtenção de mínimos para a competição dão nota do seu valor. Já Marta Onofre esteve nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Susana Feitor, histórica da marcha nacional, é a chefe de missão de uma comitiva que integra cerca de 90 elementos.

Por Taipé, vão passar cerca de 9 mil atletas de 22 modalidades. Há 14 obrigatórias, sete opcionais (para a organização) e uma de demonstração. Este ano, será o bilhar.

O voleibol é a primeira modalidade com participação portuguesa a entrar em competição – já este sábado. No domingo, começam os jogos de basquetebol, esgrima, ginástica, judo, natação e taekwondo. As Universíadas de Taipé prolongam-se até dia 30 de agosto.