Quando?
A Feira do Livro do Porto começa no dia 1 de setembro, sexta-feira, e termina a 17 de setembro, um domingo.

Onde?
No local habitual desde que a Câmara Municipal do Porto assumiu a organização do evento, em 2014. Será na Avenida das Tílias, nos Jardins do Palácio de Cristal, com a Biblioteca Almeida Garret a servir de base de apoio para a larga maioria dos eventos da programação cultural.

Quem vai lá estar?
A lotação dos pavilhões disponíveis está esgotada. São 130 no total. É essa a capacidade máxima que a organização entende ser razoável para dar condições aos expositores. Comparando os números dispinibilizados pela autarquia com os do ano passado, verifica-se que vão estar no Palácio de Cristal menos nove editoras e menos 13 livrarias representadas, já alfarrabistas serão mais quatro. Mas se os 130 pavilhões estão esgotados é porque as entidades presentes ocuparão um maior número de bancas.

Alguma novidade?
De acordo com a organização, são novidades entre os expositores a Livros da Madeira, Kalandraka, a Lello Editores, Lda., a 20-20 Editora, a 1870 Livros, a Livraria do Simão, a Narrativóbvia – Livros Antigos e o Alfarrabista Caldeira. A CMP assinala ainda o regresso da Braga Alfarrabista e da Livraria Lumiére.

Os horários, mantêm-se?
Os horários foram alterados no ano passado com o objetivo de se ajustarem mais ao fluxo de visitantes – que bateram um recorde, já agora, com 250 mil entradas no período da feira. Este ano, o modelo mantém-se com um ajuste: De domingo a quinta, a feira está aberta até às 21h30, fecha assim meia-hora mais tarde do que no ano passado nestes dias. De resto, a feira abre de segunda a sexta às 12h00. Ao sábado e domingo, abre uma hora mais cedo. Às sextas e sábados, as bancas estão abertas até às 23h00.

Quem é o homenageado?
É uma homenageada. E a pergunta é relevante porque o seu nome e a sua obra vão ser presença constante na feira. Sophia de Mello Breyner é a autora em destaque este ano. No dia de abertura, pelas 18h30, vai ser-lhe atribuída uma tília de homenagem. O filho, Miguel Sousa Tavares, que já esteve em janeiro no anúncio da homenagem, vai moderar o primeiro debate da programação com Ana Luísa Amaral e Frederico Lourenço, com o tema “A Terra O Sol O Vento O Mar/São minha biografia e São meu rosto” (palavras da poetisa). Acontece sábado, 2 de setembro, a partir das 19h00.

E outros destaques?
Como com os livros, o difícil é escolher. A programação cultural reúne dezenas de eventos: debates com a curadoria de José Eduardo Agualusa; sessões de spoken word organizadas por Anabela Mota Ribeiro; sessões de cinema programadas com a Medeia Filmes; Lições, exposições, sessões especiais e ainda programas educativos – a pensar nos mais novos – e de animação.

Nos debates, marcam presença, entre muitos outros, a sul-coreana Han Kang, vencedora do The Man Booker Prize Internacional 2016 com a obra “A Vegetariana”. Está no Porto, domingo dia 3, para falar sobre “A Solidão do Oriente” com José Mário Silva como moderador.

Outro dos destaques internacionais, é a presença de Teju Cole, escritor nigeriano-americano cujo romance “Open City” o transformou numa referência da nova literatura africana. E é por ai que seguirá o debate, pelos “Caminhos da Nova Literatura Africana”.

Nas sessões de spoken word vão ser assinalados os 35 anos do “Memorial do Convento” de José Saramago e os 40 anos que passam sobre a morte de Clarice Lispector. A autora vai ser também o mote de uma das “Lições”, as quais vão servir para revisitar também Carlos Drummond de Andrade, David Mourão-Ferreira, Raul Brandão e, claro, Sophia de Mello Breyner.

A programação cultural, educativa e de animação da Feira do Livro do Porto pode ser consultada aqui.

Vai chover?
Essa é uma das elementares questões, feita todos os anos. No ano passado, o tempo ajudou e muito. Este ano, a julgar pelas previsões, também não parece que vá ser problema. As temperaturas vão permanecer acima dos 20 graus ao longo do mês de setembro. Há um ou outro dia com previsão de aguaceiros, mas a larga maioria dos dias da feira deve realizar-se sem a chuva como companhia.