Os comandados de Sérgio Conceição beneficiaram de uma segunda parte consistente para derrotar uma equipa bem organizada do Desportivo de Chaves. Os azuis e brancos continuam sem sofrer golos em jogos oficiais nesta temporada. Num Dragão bem composto, os portistas alcançaram uma vitória justa.

Sergio Conceição estava à espera de “um jogo difícil” e, os jogos que antecedem os da Liga dos Campeões são historicamente problemáticos para as equipas, mas um FC Porto pragmático foi suficiente para igualar o Sporting na liderança.

Layún foi a única novidade no onze portista. O mexicano substituiu Ricardo Pereira na direita da defesa, a pensar no encontro de meio da semana para a Liga dos Campeões.

Luís Castro alterou metade da equipa que perdeu em Portimão. Ricardo Nunes, Maras, Djavan, Jefferson, Bressan, William e Perdigão substituíram António Filipe, Rúben Ferreira, Nuno André Coelho, Filipe Melo, Patrão, Matheus Pereira e Davidson.

Intensidade baixa de ambos os lados

Os primeiros 15 minutos tiveram poucas oportunidades de golo, à exceção de um desentendimento de Ricardo com o central Maras, que quase deixava a bola livre para Marega à entrada da área.

O Desp. Chaves, com linhas juntas, procurava o contragolpe, mas as tentativas eram controladas pela defesa azul e branca. Das poucas vezes que conseguiu, causou perigo para a baliza de Casillas.

Os 30 minutos seguintes foram de equilíbrio no meio-campo. Os flavienses cresceram no jogo, controlaram as investidas dos dragões e iam chegando com algum perigo ao ataque.

O resultado mantinha-se inalterado ao intervalo. Apesar das várias paragens no jogo, o árbitro deu apenas um minuto de compensação.

Pé no acelerador para a segunda parte

Ao intervalo, Sergio Conceição fez entrar Soares para o lugar de Corona, passando Marega para a ala direita.

A abrir a segunda a parte, a substituição deu frutos. Soares aguentou a bola, passou para Aboubakar. O camaronês, numa jogada individual, fintou o defesa, sentou o guarda-redes e rematou para o fundo das redes.

Após o golo, o FC Porto manteve a tendência das jornadas passadas. Quando na frente do marcador, as linhas recuam e a mentalidade é mais de controlo. À passagem do minuto 71, os flavienses ainda assustaram o Dragão, mas William não conseguiu converter um cruzamento na cara da Casillas.

A entrada de Otávio e André André para os lugares de Aboubakar e Brahimi vieram reforçar o miolo portista, numa tentativa de fechar as portas aos ataques rápidos dos transmontanos.

Mas os momentos de perigo eram dos visitantes e aos 81 minutos tiveram nova oportunidade de perigo que Thiago Galvão não conseguiu converter.

Aos 85 minutos, o árbitro assinalou grande penalidade por mão na bola de Maras. Tiquinho Soares encarregou-se da marcação. Ricardo defendeu o primeiro remate do avançado portista, mas na recarga Soares marcou e ampliou a vantagem portista. Três minutos depois, Marega carimbou a vitória após cruzamento de Óliver. 3-0 e jogo resolvido.

O FC Porto segue 100% vitorioso e apanha o Sporting na liderança do campeonato. A atenção vira-se agora para as competições europeias com a receção ao Besiktas na quarta-feira. O Desportivo de Chaves é o lanterna vermelha da Liga NOS e recebe o Moreirense na próxima jornada.

“Não sofremos golos até agora, é um bom sinal”

Sérgio Conceição reconheceu a primeira parte menos conseguida dos dragões: “O Chaves teve mérito na forma como nos bloqueou e houve algum demérito nosso na forma como construímos.”

Quando questionado acerca do jogo da próxima quarta-feira, o técnico respondeu que não tinha pensado no Besiktas: “A importância que eu dei ao jogo de quarta-feira foi zero. Tirei o Aboubakar que não pode jogar quarta e deixei o Marega. O meu foco era este jogo.”

“Não sofremos golos até agora, é um bom sinal, temos de continuar. Há coisas a melhorar, mas isso faz parte.” O FC Porto é a quinta equipa em Portugal a chegar à quinta jornada sem sofrer golos.

“A qualidade de jogo não se traduz em pontos”

Luís Castro mostrou-se feliz com o desempenho dos jogadores: “Certamente, aos nossos adeptos, a nossa entrega e a forma como jogámos deixa-os felizes.”

Quanto aos maus resultados, o técnico referiu os ciclos que as equipas passam: “«Há vários ciclos ao longo do campeonato. Quatro ou cinco jogos sem ganhar. Quando há conforto pontual, não tem impacto.”

“O futebol resolve as coisas de forma muito simples quando não há resultados. É o que tem acontecido a colegas meus e pode acontecer a mim. Não basta jogar bem, é preciso pontos.” Luís Castro considerou que o próximo confronto pode definir o seu futuro no clube.

Artigo editado por Filipa Silva