Por ser dedicado a escolas de moda e aos jovens criadores do espaço Bloom, a entrada no primeiro dia do Portugal Fashion nacional é livre. Já no que resta do certame, só é permitida a entrada por convite.

Mas afinal, porque é que as pessoas vão ao Portugal Fashion?

Pedro Vidal Foto: César Castro

Pedro Vidal, que diz já ser um habitué no evento, explica ao JPN: “Gostamos muito de moda e de estar ao corrente das novas tendências para a spring/summer do próximo ano e, acima de tudo, porque gostamos do ambiente e da diversidade cultural e do próprio social que aparece aqui no Portugal Fashion.”

Para Inês Almeida, o evento é importante em Portugal porque a “moda não tem muito destaque e é uma maneira de trazer ao público aquilo que não é muito visto no dia-a-dia.” Veio assistir aos desfiles de Susana Bettencourt e de Júlio Torcato porque, insiste, “é sempre bom conhecer o que é que é feito no nosso país”.

Cátia Silva e Filipe Pinto Foto: César Castro

Há também quem vá ao evento por motivos profissionais, como é o caso dos produtores de cinema Cátia Silva e Filipe Pinto. “Nós produzimos conteúdo criativo e decidimos vir aqui aproveitar a oportunidade, também, de expandir a nossa empresa, de encontrar novos clientes”, explica Filipe pela dupla que está na Alfândega a convite da designer Susana Bettencourt.

Também Ana Araújo, que já integrou a organização, veio pela criadora Susana Bettencourt: “Sigo o trabalho dela já há algum tempo e, entretanto, venho sempre, até porque a apoio um bocado nos mercados internacionais.”

Estudante de Design de Moda e aspirante a jornalista da área, Inês Bessa é presença habitual, quer no Portugal Fashion, quer na Moda Lisboa. A jovem, estudante em Lisboa, confessa gostar “de estar sempre atualizada sobre a indústria portuguesa [da moda]” bem como de “saber quais são as próximas tendências ou para onde é que a indústria está a ser levada neste momento.”

Inês Bessa reconhece ainda que as diferenças entre os dois eventos, que citou, são imensas e confirma a sua preferência pelo Portugal Fashion, pelo facto de o ambiente ser mais “chill”. A jovem é da opinião de que “até os designers têm preferido o Portugal Fashion”. “Tem muito mais designers aqui do que na Moda Lisboa agora”, observa.

E se para a maior parte do público o interesse é pelas roupas, o que motivou Telma Paulo a assistir pela primeira vez ao Portugal Fashion foram os acessórios que complementaram o desfile de Carla Pontes. “Eu tenho uma amiga. Aliás, uma amiga de uma amiga que está cá a expor os óculos. As modelos desfilaram com os óculos dela e viemos ver o desfile”, conta Telma.

Mariana Silva e Rui Silva, estudantes da Escola de Moda do Porto (EMP), não quiseram desperdiçar a oportunidade de assistir ao desfile do professor e criador Hugo Costa.

Henrique, Maria, Catarina e Bruna. Foto: César Castro

Henrique Pereira, Maria Gomes, Catarina Barcelos e Bruna Pires frequentam o curso de Artes na Escola Secundária Rocha Peixoto, na Póvoa de Varzim. Bruna e Henrique pretendem seguir Arquitetura o que não os impede de acompanhar os desfiles. Henrique confessa que “desde pequenino” sempre teve um “fraquinho” pela moda. Já Maria Gomes e Catarina Barcelos querem seguir Design de Moda. Maria já tinha vindo em anos anteriores pois considera “uma oportunidade para quem quer seguir Design e para quem gosta do mundo moda.”

Inês Teixeira e Paulo Graça. Foto: César Castro

E porque o convite é necessário, Inês Teixeira e Paulo Graça contactaram os designers para obtê-los. Inês é estudante de moda: “isto é do meu interesse e queria saber quais são as novas coleções. Há dois anos estive aqui, mas não fui ver os desfiles principais. Fui ver o Bloom e os criadores das escolas.”

Os estudantes da Universidade do Minho vieram de propósito para “aumentar o conhecimento relativo aos designers portugueses, que são pouco conhecidos”, explica Paulo.

Artigo editado por Filipa Silva