A Universidade do Porto (UP) conta atualmente com três júnior empresas: a FEP Junior Consulting (FJC) da Faculdade de Economia, a JuniFEUP da Faculdade de Engenharia e a Iuris FDUP Junior, da Faculdade de Direito.

A FEP Junior Consulting é uma empresa de consultoria criada em 1997. É a única júnior empresa do país com um certificado de qualidade, através da norma ISO 9001:2008. A principal atividade da empresa que completa este ano duas décadas é a prestação de serviços de consultoria nas áreas de Estudos de Mercado e Apoio ao Negócio.

Na área da consultoria e desenvolvimento tecnológico existe, desde 2001, a JuniFEUP. A júnior empresa presta serviços de engenharia, consultoria de negócios e formação. Foi distinguida este ano pela JADE Portugal, Federação de Júnior Empresas de Portugal, como a “Júnior Empresa Mais Promissora”.

Pioneira na área jurídica em Portugal, a Iuris FDUP Junior foi fundada em 2008. Os principais trabalhos são a formulação de pareceres não vinculativos, de documentos legislativos para júnior empresas, de eventos, o aconselhamento na elaboração de um contrato ou relativo aos Estatutos e a colaboração com escritórios de advogados.

A nível nacional, a primeira júnior empresa a ser fundada foi a JUNITEC, Júnior Empresas do Instituto Superior Técnico, em 1991. No entanto, entre 2004 e 2009, a junior teve a sua atividade suspensa.

O movimento júnior começou a crescer no país a partir de 2006, momento a partir do qual surgiu a maioria das júnior empresas. Portugal conta atualmente com 14 Júnior Empresas e 573 Júnior Empresários. Encontram-se distribuídas pelas cidades de Aveiro, Coimbra, Lisboa, Porto e Vila Real e apresentam um leque variado de serviços.

Em Portugal, existem atualmente 14 júnior empresas. JADE Portugal

A JADE Portugal define as júnior empresas como “associações sem fins lucrativos, formadas e geridas exclusivamente por jovens universitários”. Estas empresas oferecem aos estudantes um contacto privilegiado com o tecido empresarial, através da prestação de serviços profissionais, nomeadamente para pequenas e médias empresas.

João Silva, diretor Executivo de Recursos Humanos da FJC, estudante do terceiro ano de Economia, destaca o valor da experiência: por vezes, os alunos não saem da faculdade com “uma média espetacular”, mas o trabalho na júnior confere outra maturidade ao nível profissional.

“Para além do nível de exigência e da conciliação do tempo, [as júnior empresas] dão-nos uma série de competências que, mesmo depois de começar a trabalhar, ainda é notório o nosso distanciamento em relação a outras pessoas”, realça o jovem.

As júnior empresas têm como objetivo colocar em prática os conhecimentos adquiridos na formação sob o mote learning by doing, isto é, aprender fazendo. Como “danos colaterias” destaca-se o despertar do espírito empreendedor dos estudantes, a promoção da empregabilidade e o crescimento dos estudantes e das instituições de ensino superior onde estudam.

Artigo editado por Filipa Silva