Todos lhe reconheciam talento na formação. Ainda miúdo, Cândido Costa quis mostrar qualidades nas Antas. “Não me deixaram treinar”, lamenta. Aos 15 anos trocou o sossego de São João da Madeira por uma vida agitada na capital. Foi campeão de juniores no Benfica e capitaneou as quinas no Europeu de sub-18.

Sem explicação, o antigo médio foi dispensado da Luz em 1999. Seguiu então até Vidal Pinheiro, em trânsito para o clube azul e branco. Por lá conquistou um campeonato, duas Taças de Portugal e uma Taça UEFA e conheceu José Mourinho, “o maior pedagogo” que alguma vez viu no futebol.

Entre 2006 e 2010 esteve pelo Restelo, coincidindo com a passagem de Jorge Jesus pelo comando técnico do Belenenses. “É um monstro do treino. Vive aquilo intensamente e não consegue estar fora do clube. Até gosta mais do clube do que da família”, frisa Cândido, que terminou a carreira em 2015 com as cores da Ovarense.

Pouco depois aceitou continuar no emblema aveirense para treinar a equipa feminina. As primeiras impressões justificaram uma escolha acertada, até porque as meninas fizeram reanimar “a paixão” pelo jogo. Esta temporada, o treinador de 36 anos foi para Oliveira de Azeméis à procura de novos objetivos com as mulheres do Cesarense. Sem esquecer a contribuição televisiva no Porto Canal, um atestado ao portismo de uma vida.

As histórias da oitava edição do Quarto Árbitro prosseguem nas Caldas da Rainha. O “Olheiro” conta como um misto de estudantes, professores e engenheiros rubricam o certificado de equipa-sensação da atual edição da Taça de Portugal.

Este programa tem a parceria da Engenharia Rádio