Uma irmã mais velha e dois gémeos à volta do trampolim. A ginástica é assunto sério na família Costa. Diogo começou a treinar aos cinco anos, mas precisou de algum tempo para ficar rendido à modalidade.

“O meu pai fez uma pergunta que me tocou: queres ser mais um no mundo do futebol ou o melhor de todos nos trampolins?”. A escolha pela prancha elástica revelou acerto total no final de 2013, com o ouro mundial em duplo minitrampolim 17/18 anos.

Diogo Costa, de 22 anos, é o convidado da décima quarta edição do Quarto Árbitro. O atleta do Ginásio Clube Vilacondense veio a estúdio recordar o bronze alcançado há três semanas nos Europeus de ginástica de trampolins. “Sentia-me no topo de forma, mas nem sabia que era possível roubar dentro de um pelinche. Senti uma raiva tremenda”, admite, aludindo à final individual de duplo minitrampolim sénior masculino. 

Na altura os juízes apontaram falhas técnicas em duas séries. A Federação de Ginástica de Portugal apresentou protesto, mas só o primeiro erro foi alvo de correção. Ainda assim, Diogo encerrou o pódio com 72 900 pontos. Em termos coletivos, o ginasta saiu de Baku com a medalha de prata da mesma especialidade, ao lado de Tiago Romão, João Caeiro e Luís Afonso. Recorde-se que Portugal regressou com onze medalhas na bagagem.

De resto, o atleta vila-condense explicou como divide a vida entre os livros e os saltos, sublinhando o objetivo de retirar do desporto ilações para a vida. “Para ser bom não basta treinar. Há outros fatores que estão à volta de um bom resultado. Recorrer a uma psicóloga fez-me perceber que 60% é treino e 40% é muita psicologia”, indica, estimando que já ultrapassou “mais de 15 mil horas dentro do pavilhão”.

Nesta edição pode ainda escutar duas rubricas. O “Olheiro” conta como um clube da terceira divisão chegou à final da taça de França. Já o segmento “Mês à Lupa” traz a antevisão do Rally de Portugal.

Este programa tem a parceria da Engenharia Rádio