O Boavista recebeu, este domingo, no Estádio do Bessa, o CD Santa Clara, em jogo a contar para a 21ª jornada da Liga NOS. O jogo terminou com a vitória dos boavisteiros por 1-0. O único golo da partida foi marcado por Rafael Costa na cobrança de uma grande penalidade, já na segunda parte.

Equipas pouco inspiradas

O jogo começou com ambas equipas a procurarem construir a partir de trás, mas a terem dificuldade em fazê-lo já que estavam sujeitas a boa pressão por parte do adversário. Nesta altura, havia várias perdas de bola a meio-campo e nenhuma situação de real perigo.

Com esta tendência monótona do encontro, o destaque foi para a lesão de Rashid que teve que abandonar o relvado do Bessa de maca, após um choque aparentemente inocente com Rafael Costa. Francisco Ramos, jogador emprestado pelo Vitória SC ao Santa Clara CD, foi lançado no jogo para colmatar a ausência do capitão dos açorianos.

Pouco jogo coletivo

Schettine teve o lance de maior perigo da primeira parte. O avançado irrequieto do CD Santa Clara não conformado com o ritmo lento do jogo, começou mais uma boa jogada individual, tirando um adversário da frente e rematando para o canto superior esquerdo da baliza do Boavista. A bola esteve muito perto de entrar.

Nesta altura, era o Boavista que se encontrava por cima do encontro. A bola passou várias vezes com relativo perigo pela área, após uma série de cruzamentos cortados pela defensiva do CD Santa Clara. Mantinha-se o nulo no Bessa.

O último lance de perigo da primeira parte foi um remate de Kaio, mesmo ao cair do pano, que obrigou Helton a uma defesa difícil para canto.

Mateus fez a diferença

A segunda parte do encontro reatou com o mesmo tom que o da primeira: ritmo lento, passes falhados e faltas a meio campo.

Ao minuto 58, foi concedido penálti ao Boavista por falta de Patrick sobre Mateus, que Rafael Costa converteu para colocar os boavisteiros em vantagem no marcador.

O Boavista ia tendo as melhores oportunidades do jogo. Desta vez por intermédio de Falcone que, isolado após um bom passe de Mateus, remata ao poste da baliza de Marco. A bola percorre ainda a linha inteira da baliza e bate no outro poste, mas não entrou.

O jogo manteve este ritmo lento mesmo depois do Boavista ter chegado à vantagem, sublinhando alguma falta de capacidade ofensiva por parte das duas equipas, que tinham bastante dificuldade no momento de construção e não acertavam nas transições para o ataque.

Pressão final açoriana em busca do empate

O Santa Clara fez o primeiro remate à baliza da segunda parte ao minuto 85.  Uma boa jogada com a bola a chegar desde a esquerda à entrada da grande área onde apareceu Francisco Ramos para rematar para uma defesa segura de Helton.

Manuel Gomes fez a sua última substituição ao minuto 87’. Saiu Bueno e entrou Obiora na procura de mais estabilidade no meio-campo para manter o resultado favorável aos axadrezados.

A equipa açoriana pressionou bastante o Boavista nos minutos finais em busca do golo do empate e ia mesmo conseguindo, ao minuto 92, não fosse Helton que, mais uma vez, esteve bem e defendeu para canto.

Vitória para o Boavista no Bessa, segunda sob o comando técnico de Lito Vidigal. Os axadrezados subiram para o 12º lugar e somam agora 22 pontos.

“Este é o caminho: trabalho, trabalho, trabalho”

Na ausência de Lito Vidigal, devido a expulsão no último jogo, foi o adjunto, Manuel Gomes, conhecido como professor Neca no mundo do futebol, quem deu a conferência de imprensa. O veterano treinador realçou o bom trabalho da equipa em todo o jogo. Jogo esse que teve poucas oportunidades, considerando que essas “foram repartidas”.

O treinador adjunto dos axadrezados sublinhou ainda que houve mérito do Boavista na chegada à vantagem no marcador e justificou a dupla substituição ao minuto 54, dizendo que as alterações “vieram refrescar o ataque e pressionar mais a equipa adversária”. “Este é o caminho: trabalho, trabalho, trabalho”, frisou ainda o técnico.

Resultado “demasiado penalizador”

O treinador do Santa Clara, João Henriques, começou por dizer que “o golo foi um duro golpe e que gerou um sentimento de grande injustiça nos jogadores”, já que até àquele momento era a equipa com melhores ocasiões para concretizar, mas que “falhou no capítulo da finalização”.

João Henriques vê o resultado como “demasiado penalizador” para o que aconteceu em campo. Este realçou ainda que, mediante o andamento do jogo, “se antevia que não fosse haver golos”. O timoneiro da equipa açoriana concluiu o seu discurso, dizendo que “foi cavado um penálti e quando assim é não há nada a fazer”.

O Boavista vai a Chaves no domingo disputar a próxima jornada. O Santa Clara desloca-se a Vila do Conde para defrontar o Rio Ave.

Artigo editado por Filipa Silva