Em jogo a contar para a 24.ª jornada da Liga NOS, o FC Porto procurava, este sábado, no Estádio do Dragão, aproveitar o empate do rival Benfica, para aumentar a vantagem pontual, consolidando a liderança do campeonato. No entanto, os dragões não foram além de um empate diante do Rio Ave e mantiveram a distância de um ponto sobre o segundo classificado. Marega ainda marcou aos 78 minutos, mas o golo foi anulado pelo VAR.

É de salientar que este foi o primeiro jogo da época em que os dragões arrancaram a partida na liderança isolada do campeonato.

Face ao jogo anterior nos Açores, Sérgio Conceição fez apenas uma alteração no onze inicial. Shoya Nakajima foi o escolhido para tomar o lugar de Manafá. Do lado visitante, Carlos Carvalhal fez três alterações: Piazon, Pedro Amaral e Nelson Monte foram os três nomes que surgiram no onze.

Dragão marca primeiro

A euforia tomou conta do estádio ainda antes do início da partida: os adeptos portistas festejaram o empate do SL Benfica que, em caso de vitória do FC Porto, permitia aumentar a distância para três pontos.

A partida começou quente e com claro domínio azul e branco. Logo aos 4 minutos, Sérgio Oliveira rematou forte à baliza de Kieszek, que defendeu no limite. Depois de sucessivos remates à baliza, foi pelo pé de Mbemba que surgiu o primeiro golo do FC Porto, aos 18’. Na sequência de um canto cobrado por Sérgio Oliveira e de uma defesa a um cabeceamento de Danilo, foi Nakajima que, de calcanhar, assistiu o camisola 19. 

Rio Ave não respira, mas empata

Para contrariar a dinâmica do jogo, aos 33 minutos, surgiu o golo do Rio Ave. Numa jogada de entendimento perfeito entre Mehdi Tarimi e Diogo Figueiras, foi o iraniano que, isolado, disparou rasteiro e bateu Marchesín.

Os vilacondenses não se ficaram por ali. Dois minutos depois do golo, estiveram perto de trocar as voltas à defesa e passar para a frente no marcador. Nuno Santos rematou forte, mas a bola saiu ao lado. 

A supremacia portista começou a diluir-se com o aproximar do intervalo. A primeira parte acabava com 1-1 no marcador.

Muita vontade, pouca eficácia

Os azuis e brancos regressaram ao jogo com a mesma atitude pressionante do início da partida, mas desta feita em 4-4-2 e com Marega a jogar junto de Soares, como referência no ataque.

Aos 56 minutos, o FC Porto ficou a reclamar penálti na sequência de uma suposta falta de Aderllan Santos sobre Marega. Artur Soares Dias mandou jogar.

O primeiro momento de perigo da segunda parte surgiu por Soares. O avançado cabeceou muito forte e a bola saiu a rasar a trave.

Sérgio Conceição mexeu pela primeira vez no onze aos 62 minutos. O técnico fez saltar para campo o jovem Romário Baró, que entrou para dar versatilidade ao jogo. Saiu Shoya Nakajima.

As oportunidades de golo do FC Porto eram sistemáticas, mas a bola teimava em não entrar. Aos 78 minutos e com um auto-golo de Aderllan Santos, os dragões chegaram novamente à vantagem. No entanto, por decisão do VAR, o golo foi anulado por fora de jogo.

Aos 88 minutos Sérgio Conceição esgotou as três substituições. Aboubakar já tinha entrado para o lugar de Tiquinho e Fábio Silva entrou por troca com o capitão, Danilo Pereira.

Dez minutos foi o tempo dado pelo quarto árbitro para se jogar nos “descontos”. Aos 93 minutos, foi a vez do Rio Ave criar perigo e fazer estremecer o Dragão. Uma defesa a dois tempos de Marchesín travou a investida de Dala.

Os dragões ainda ameaçaram várias vezes a baliza de Kieszek, mas sem sucesso. O jogo termina empatado e o FC Porto mantém a liderança no campeonato com um ponto de vantagem.

Na próxima jornada, o FC Porto desloca-se a Famalicão no domingo (15), enquanto que  o Rio Ave recebe o Paços de Ferreira na sexta-feira (13).

Sérgio Conceição: “Estamos na luta, até à última gota”

Na conferência de imprensa, o treinador do FC Porto mostrou um desagrado profundo com a equipa de arbitragem e diz que que Artur Soares Dias teve influência no resultado da partida: “ficou um penálti por assinalar do tamanho da Torre dos Clérigos”. O técnico dos dragões afirma que este empate não abalou a confiança do seu plantel e salienta o “bom jogo” e a “atitude fantástica” dos seus jogadores.

O comandante azul e branco diz que a sua equipa fez “tudo para ganhar o jogo” e terminou com uma mensagem forte para todos os adeptos: “Vamos dar luta até à última gota. Até à última gota!”

Carlos Carvalhal considera o resultado justo

Carlos Carvalhal começou por congratular os seus jogadores e deixar uma pequena nota introdutória: “Nove jogos invencíveis, a igualar um recorde do clube que tem 38 anos, e que é do tempo do saudoso Félix Mourinho”.

O técnico da equipa de Vila do Conde afirma que em muitas situações a sua equipa podia ter chegado a mais um golo. No entanto, afirma também que isso “seria muito injusto, porque o FC porto fez muito para tentar vencer”.

Artigo editado por Filipa Silva