Em todas as apresentações da digressão da taça para o vencedor do Euro 2012, que acontecem em várias cidades dos países organizadores do Euro, Ucrânia e Polónia, o grupo ucraniano de luta pelos direitos das mulheres, o FEMEN, marca presença e intervém. As ativistas temem que o torneio leve a um aumento da prostituição e à consolidação da Ucrânia como um destino turístico ligado ao sexo. Como tal, fazem protestos contra a realização do Euro no seu país. Seminuas, as ativistas escrevem no corpo mensagens como “Fuck Euro” ou levantam cartazes que dizem “without prostitution” (sem prostituição).

“Our God is woman, our mission is protest, our weapons are bare breasts” (o nosso deus é mulher, a nossa missão é o protesto e a nossa arma é o peito despido) é o lema das manifestantes que, no domingo, tentaram agarrar o troféu durante a sua exposição em Dnipropetrovsk, cidade do sudeste da Ucrânia, onde este estava exposto ao público. As mulheres acabaram detidas pela polícia.

Já no início de maio, em Kiev, a capital da Ucrânia, as ativistas tinham levado a cabo um protesto, em frente ao estádio olímpico, em tudo semelhante. Uma mulher seminua tentou “roubar” a taça que será entregue ao vencedor do campeonato de futebol europeu. A organização, formada por universitárias de Kiev e fundada em 2008, considera que a competição irá alimentar a já vigorosa indústria da prostituição no país.

A digressão da taça teve início a 20 de abril e o troféu vai visitar um total de 14 cidades dos dois países anfitriões do UEFA Euro 2012. A última paragem é no dia 26 de maio, em Odessa.

Já em dezembro, na altura do sorteio do Euro, as feministas acusaram a UEFA de estar a pressionar a Ucrânia para legalizar a prostituição durante o europeu de futebol.