Em 2011, existiam mais de 1500 centenários em Portugal. 182 destes, só na Área Metropolitana do Porto. Apesar de não existirem dados concretos sobre longevidade, no nosso país, de ano para ano, estes números são cada vez maiores.

Devido à falta de informação e ao aumento da curiosidade dos investigadores, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS) decidiu criar o projeto PT100 – Estudos Centenários do Porto. Coordenado pela Unidade de Investigação e Formação sobre Adultos e Idosos (UNIFAI), o objetivo é perceber que factores levam a este aumento da longevidade humana e de casos de pessoas que ultrapassam o patamar dos 100 anos.

Participar

Para além disso, “todos os centenários, ou a celebrar os 100 anos em 2013, residentes na Área Metropolitana do Porto” e “independentemente do seu estado de saúde atual”, podem participar. Basta contactarem a Unidade através do e-mail unifai@unifai.eu ou do telefone 220 428 161

O primeiro estudo português sobre esta temática, com pessoas com 100 ou mais anos, está já a ser delineado. De forma a compreender o fenómeno, será elaborado um perfil dos centenários e das suas famílias, começando – numa primeira fase – com entrevistas aos mesmos.

Com estas entrevistas, os investigadores pretendem obter informação relativa a características sociodemográficas, saúde, relações sociais, bem-estar e experiência de envelhecimento. Mas estes resultados vão ainda incluir “uma perspetiva psicológica e transcultural”, explica em comunicado Óscar Ribeiro, investigador da UNIFAI/ICBAS e coordenador do projeto.

Este projeto, que reúne profissionais de várias áreas científicas, já conquistou um consórcio com investigadores de estudos sobre centenários de outros países, da Alemanha e dos Estados Unidos. É “um contributo internacional ao conhecimento sobre os fatores pessoais e as circunstâncias que caracterizam as pessoas com uma idade tão avançada”, descreve o investigador.