Em maio do ano passado, Israel Macedo, responsável pelo banco de leite humano da Maternidade Dr. Alfredo da Costa (MAC), único no país, adiantou à Lusa que estavam a decorrer reuniões na Direção-Geral da Saúde (DGS) para que a região do Porto tivesse um banco de leite até ao final do ano passado. Tal não chegou a acontecer e, pelo que o JPN apurou, não deverá ocorrer também este ano.

Contactada pelo JPN, a DGS confirma que foram realizadas várias reuniões de trabalho de um grupo nomeado pelo secretário de Estado da Saúde tendo em vista a elaboração de uma estratégia nacional de Alimentação do Lactente e da Criança Pequena (ALCP). Nesses encontros estiveram representadas várias partes interessadas no tema, “como associações científicas e profissionais, ordens profissionais, organismos do setor da saúde”, entre outros.

A estratégia englobará uma “proposta de organização de uma rede nacional de bancos de leite”, que permitirá o acesso a leite humano por parte das unidades de neonatologia, tendo em conta os benefícios que tem para o crescimento e desenvolvimento dos bebés prematuros.

Esta estratégia encontra-se ainda em elaboração, pelo que “deverá ser sujeita a uma alargada discussão” antes de ser aprovada, o que “se prevê que venha a ocorrer até ao fim deste ano.” Somente numa fase seguinte se vai colocar em marcha um plano para a implementação de uma rede nacional de bancos de leite. A DGS não esclarece se vai abranger o Porto.

Quando questionado se o Porto teria um espaço para receber um banco desta índole, o organismo do Ministério da Saúde diz que não pretende adiantar “futuras decisões”, esclarecendo que, “da parte daquela Direção ou do grupo de trabalho para a ALCP, de momento, não está previsto” um banco de leite humano para a região norte do país, pelo menos, em 2019.